segunda-feira, 29 de agosto de 2011

I Semana do Bebê Carioca



I Semana do Bebê Carioca - Mobilização Popular em prol da Amamentação
28 de agosto de 2011

Estávamos lá, novamente! Ano passado, a mobilização foi apenas na região da cap 3.1. O objetivo era reunir 500 nutrizes. Esse ano, já em todo município do RJ, tentamos reunir 2000 mães. Será que deu? Não sabemos, mas nossa presença foi confirmada na primeira e na segunda. 

Tudo pela AMAMENTAÇÃO!!!!!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Orando

Helena, aos 3 anos, costumava orar assim: "Papai do céu, obrigada pelo dia de hoje. Em nome de Jesus, Amém!"
Um dia durante a oração, ela que estuda em escola católica, ficou na dúvida e perguntou:
- Em nome de quem mesmo? De Jesus ou do Pai, do Filho e do Espírito Santo? :)


Mãe, cadê você?

Dia desses, em um de seus momentos de frustrações, Laura bate em meu braço. Conto até dez, respiro fundo e retribuo com carinho, tentando acalmá-la, com a voz doce a que ela está habituada. Ainda frustrada, me bate novamente. Reajo com um sonoro: "Não pode! Ai, ai, ai". O tom de voz mais áspero e o rosto com expressão mais fechada gera uma reação um tanto inusitada. Laura, com um olhar questionador, fala várias vezes: "Mãe?" Como que não identificando aquela diante dela, sua voz, sua expressão. Eu, com o coração já em pedaços respondo prontamente, com voz já normalizada e um sorriso no rosto; "A mamãe está aqui, Tutu". E ela reage com um sorriso nos lábios e um doce abraço. Olha pra mim e diz com o olhar: "Essa, sim é a mamãe!"

Das coisas que um filho ensina - sling


 
Amiguinhos da mamãe, conheci o sling! Tenho a sensação de ainda estar na sua barriga, ouvir o pulsar do seu coração e sentir seu calor. Quando ela caminha, sinto o mesmo embalo de quando ainda estava guardado dentro dela. É gostoooooso e fico calminha!
Mas o que é sling?
Ele é um porta-bebés de tecido, muito prático e fácil de usar, sendo próprio para bebés desde o primeiro dia até cerca dos dois anos de idade (ou aproximadamente 13kg).
Composto por uma leve e resistente faixa de pano sem qualquer tipo de estrutura rígida, o sling adapta-se simultaneamente ao corpo da mãe e do bebé, tornando-se muito confortável para ambos.
Talvez sua missão na antiguidade estivesse mais ligada ao fato da mãe não poder e não ter onde largar o bebê para realizar suas atividades do lar, do que propriamente o aconchego que ele cria. No entanto, certamente, uma ação levou a outra e, possivelmente, os bebês que foram slingados naquela época receberam uma grande dose de segurança, carinho e atenção. Isso é comprovado atualmente pelas inúmeras constatações que mães e profissionais da área da saúde relatam a respeito dos efeitos benéficos do sling. 

Mas quais são os inúmeros benefícios de se aderir ao sling?

- interação mamãe/bebê: é como se houvesse uma continuidade da vida intra-uterina.
- protege do vento e do sol
- facilita a movimentação em locais com multidão e de difícil acesso
- privacidade na amamentação, já que o sling possui uma faixa extra.
- o sling respeita tanto a coluna do bebê quanto de quem o carrega
- aumenta a auto-estima do bebê, pois oferece maior atenção e afeto
- desenvolvem melhor seu potencial cognitivo e motor
- o campo visual do bebê slingado é mais interessante daquele em que o bebê esta no carrinho
- bebês slingados são mais tranquilos, dormem melhor e choram menos (43% menos no total e 54% menos durante as horas do dia )
- é pratico e gera praticidade, deixa as mãos da mãe livre
- pode ser usado do nascimento até 20 kg (dependendo do tipo de sling)
- custa muito menos que um carrinho
- os bebês slingados tornam-se independente mais rapidamente
- aprendem mais! (por não serem super-estimulados, são mais calmos e alertas, observando e participando do mundo ao seu redor)

Sling no caso de prematuros:

- “o sling atua como incubadora natural para bebês prematuros, fornecendo a temperatura ideal através das trocas de calor com a mãe. Bebês slingados ganham peso e se desenvolvem mais rapidamente”1. Segundo o site “me amarro num colo”, a ideia do “mãe canguru” desenvolveu-se primeiramente na Guatemala. Por falta de incubadoras para os bebes prematuros, começaram a deixar as crianças grudadinhas com suas mães, onde recebiam calor e mantinham o contato necessário para seu desenvolvimento.  


É isso aí!!!!




Laura (1m - posição banana)
Laura (3m - sentada)


Das coisas que um filho ensina - banho de balde

Amiguinhos da mamãe, o Balde-Ofurô é uma opção diferente para o banho do bebê, porque oferece uma oportunidade de relaxamento através da imersão na água, a exemplo dos banhos de ofurô.A água quente (37 a 38ºC) é relaxante, analgésica e organizadora, imita o ambiente intra-uterino e permite melhora nos estados de agitação, insônia e cólica dos bebês.









Eu adorei essa idéia!. É sempre uma festa,  mas também é relaxante. O triste é ter que sair! Quer experimentar? Vc não cabe no balde? Que pena! Que tal experimentar um ofurô! Não tem grana?! Só lamento! 
Eu só sei que é bom demaaaaaaaaaais!


Laura (3m).



Brigadooo, titia!

Uma homenagem à titia Fernanda, minha parceirona, desde sempre, nas brincadeiras, danças e todo tipo de folias. Te amo! Tutuzinha.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Laurês

Laura, com 1a1m, fala algumas palavrinhas, mas as usa, ainda, timidamente.
1) Mamando uma das mamas, para de repente e fala "bô" e pede a outra;
2) O coro da igreja acaba a apresentação e ela reclama: "Bô!";
3) Folheando seu livrinho predileto "Bichinhos - coleção Esconde-esconde", identifica e fala: "bó", "uauá";
4) No corre-corre de manhã, para ir pra casa da vovó, fica toda feliz ao encontrar com o "pobo" e o "te";
5) Ensaiando a socialização no trem, acena para estranhos e fala "tá" ou "au";
6) Chega na casa da vovó, abre a porta do quarto e dá um lindo sorriso e fala "Is";
7) 1, 2, 3 e "dá";
8)  "Nenei".


Tradutor: Bô - acabou
               Bó - bola/laranja
               uauá - cachorro
               pobo- pombo
               te - trem
               ta/au - tchau
               Is - Laís
               dá - já
               nenei - neném

PS: Coisas de mãe fono e boba.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Neologismo


- Mãe, qual é a cor do cavalo branco do Japoleão? :) :) :) :)

Crescendo


- Mãe! Quando a gente faz cem anos, a gente chega aonde?
- Como? Não entendi.
- É! A gente vai até aonde?
- Mamãe não está entendendo a pergunta, meu amor.
- Quando a gente faz cem anos, a gente cresce até o céu?
-  Não, querida! A gente para de crescer quando faz uns 20 anos. Quando fizer 20, 30, 40 até 100 anos estará com a mesma altura. Entendeu?
(Helena balança a cabeça em afirmação)
- E como a gente cresce, se eu não vejo.
- Cada dia um pouquinho, como uma plantinha.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Helena, a protetora; Laura, a protegida 2

- Mãe! (em tom de repreensão)
- O que foi?
- Essas coisas são muitas pequenininhas! Elas não podem ficar no chão, a Laura pode engolir, viu!

Helena, a protetora; Laura, a protegida 1

Laura mexe incessantemente, na fruteira da vovó Selma, amassando as bananas, jogando as laranjas (pra ela, bolas) ao chão. A titia Fernanda repete: Laura, não pode! Após algumas tentativas, dá um leve tapa na mãozinha da Laura e eis que Helena surge cheia de dedos, entre a tia e a irmã e solta essa: "Titia, não pode bater, porque a minha mãe não bate, ela conversa!" :)

Calvin - Das coisas que um filho ensina

Não basta ser pai, tem que participar!
Uma homenagem ao papai Ricardo, que está sempre presente em suas descobertas, aventuras e peripécias.

Já sei escolher!

Os fantoches estão dispostos no chão:o cachorro, o leão, a galinha, o elefante e o rato. Pego o cão e inicio a brincadeira e Laura mais que depressa fala: "uauá". Escolho a galinha e canto a música do Cocoricó e Laura começa a rugir com cara mais brava: "aaah". Aponta pro leão e volta a rugir. Pego o leão e inicio a brincadeira e ela ri satisfeita. Já sabe escolher e imitar. :)

domingo, 21 de agosto de 2011

Uhuuu! Demais!

Helena , a aventureira, descobriu a Tirolesa e se apaixonou. Os instrutores da festa que o digam.

Buu!

Tiro as cortinas da sala para lavar e há uma nudez que incomoda, a princípio só a mim. Recolo-a  e Laura  vem correndo toda feliz, se esconde, diz "bu" e cai na gargalhada. Seu brinquedo favorito estava de novo ao seu alcance.

São tantas as energias! Que confusão!

- Ih! “Acabou a luz!”
(Helena sai verificando pela casa)
- Da televisão também! Do ventilador também! Do meu quarto também!
- Amor, quando a “luz acaba, acaba em todos os lugares da casa.
- E a do fogão? Porque você está “ligando” o fogão?
- Porque pra "ligar" o fogão, a gente usa outra energia: o gás. Essa energia é diferente da energia para “ligar a luz”.
(Começa a escurecer e ela um tanto pensativa)
- Mãe, o sol desliga?

Cabelo ou família?


- Mamãe, o cabelo daquela menininha é tão macio!
- Que menininha?
- Aquela do cabelo amarelinho (Malu – filha de amigos). O da Laura (irmã) não é!
- Você lembra da estória da “Menina bonita do laço de fita”? O coelhinho descobriu que a gente parece mesmo é com a nossa família. Pra você, minha princesa branquela do cabelo enroladinho, e sua irmã pretela terem o cabelo “macio”, vocês precisariam nascer em outra família. Mas a mamãe, a vovó Selma, a Laís, a titia Fernanda, a Marçu, a Ciça, a Bia, o Felipe e a Nem, todos nós somos pretinhos. Por isso, seu cabelo e o da Laura são assim.
- Mamãe, eu quero você. Eu não quero outra família. (em lágrimas)

Amor de menina

- Mamãe, eu quero casar com o Felipe, o menino mais lindo do mundo!
- Minha filha, você é muito pequena pra casar. A gente só casa quando fica grande, quando vira adulto.
- Mãe, eu sei. Eu tô dizendo que eu só escolhi  ele pra casar.

Compartilhando

- Mãe, o que aquelas pessoas estão fazendo?
(Grupo de pessoas distribuindo roupas e sopa para alguns moradores de rua)
- A mamãe sempre fala que é preciso compartilhar as coisas com quem precisa. Eles estão compartilhando suas roupas e seus alimentos com essa gente pobre.
- Quando eu chegar em casa, vou querer compartilhar minhas roupas e meus brinquedos também.

Laura

Pretela da mamãe, Tutu, Tutuzinha, Emburradinha da “Silvassauro”. 1 ano 1 mês. Bebê "high-need", bezerrinha da boa, tetona, se pudesse passava o dia e a noite pendurada no peito, e mexendo nos cabelos da mamãe. Com choro e voz fortes, sempre disse o queria: apego, colo, peito, amor, como toda canceriana (mesmo não acreditando em signos). Arredia que só ela! Só sentia segurança no colo da mamãe e do papai. Aos poucos, foi tornando-se mais simpática e sociável, mas sempre desconfiada. Tem na família seu refúgio diante das inseguranças. É também com a família que se diverte mais, adora brincar em conjunto, seja do que for. É aí que se percebe o quanto é feliz, alegre, plena. Deu seus primeiros passos com 9 meses, mas os da socialização estão sendo dados agora, com algumas quedas, nada de anormal. Seu riso nem sempre é fácil, só os mais especiais os recebem, bem como “tchauzinhos” e beijinhos. Resmungona e chorona, que só! É assim que, geralmente, solicita o que precisa: afeto e peito. Já fala algumas palavrinhas, mas nem sempre as usa, talvez por falta de costume. Ou às vezes as fala demais – “MÃIÊ”, principalmente. Morre de ciúmes da irmã! O colo e o carinho precisam ser divididos com ela. Faz carinha de bichinho diante daquilo que não lhe agrada, seja comida, bebida e atitudes. Bate, para extravasar suas frustrações e com isso desafia a mamãe a aprender soluções novas e diferentes do senso comum, para diminuir a “agressividade”. Apaixonada por leite materno e frutas. Uva, banana e manga, nem se fala. Sua brincadeira predileta é esconde-esconde e fazer “bu” atrás da cortina. Adora banho, mas não com água fria. Já curtiu o de balde e se amarra em banho no chuveiro e na banheira (de adulto). Dançar é com ela mesma, principalmente, se forem músicas cantadas pela titia Fernanda. Reforçou os ensinamentos à mamãe sobre amamentação em livre demanda, cama compartilhada, shantala e trouxe novos aprendizados, como banho de balde, sling, maternagem. Aflorou definitivamente a mamífera que havia na mamãe. Debaixo de seu casco, de seu olhar desconfiado reside uma FORÇA SINGULAR, e por aí, percebe-se o brotar de uma líder. Assim foi desde quando quis liderar o seu nascimento, querendo rebentar antes do tempo e não aceitando ser contida. Fez de tudo pra conduzir sua entrada no nosso mundo, mas a médica cesarista roubou a cena. Mas suas atitudes prometem: o controle ainda estará em suas mãos. É claro, que precisará da mediação da mamãe.

Helena

Lena, Tatá, Branquela da mamãe, Branquela do cabelo enroladinho. 4 anos e 8 meses. Aventureira, exploradora, destemida, independente futebol clube, acha que pode fazer tudo absolutamente sozinha. Tagarela, comunicativa, sociável, sem acepção de credos, gêneros, idades e cores, faz amizade com facilidade. Adora uma festa, como uma típica sagitariana (apesar de não acreditar em signos). Bagunceira que só ela, é capaz de deixar a casa de pernas pro ar em dois tempos. Acorda brincando e vai dormir pedindo pra brincar só mais um pouquinho. Não pode ver um pula-pula. Amante do mundo das princesas, de saias e vestidos longos ou curtos, tanto faz, desde que balancem. Como boa princesa, sua cor preferida é o rosa - em todos os seus matizes (para desespero da mamãe). Romântica, carinhosa, dengosa, sensível ao extremo. Quando magoada, chora e só se consola com muitos beijinhos. Incapaz de bater, ainda que para sua defesa (para felicidade da mamãe). Sabe reconhecer seus erros e pedir desculpas e exigi-las também, quando necessário. Dona do sorriso mais lindo e cativante do mundo (isso puxou à mãe). Amiga inseparável das canetinhas, lápis e crayon, desenha muito bem (isso puxou ao pai). Adora tomate, chocolate e água (não é possível sair de casa sem ela). Come couve-flor, brócolis, beterraba e espinafre, mas tem aversão às frutas. Apaixonada pelo mundo da culinária e da maquiagem, necessita de mediação para evitar a adultização precoce. Adora cantar e que leiam para ela, alguns livros repetidamente. Ensinou a mamãe o valor da amamentação, da cama compartilhada, da shantala. Nunca gostou de colo, sempre quis andar. As asas dos seus pés, sempre a levaram para ser aquilo que deveria ser desde que rebentou de dentro de sua mãe: LIVRE.