
Pretela da mamãe, Tutu, Tutuzinha, Emburradinha da “Silvassauro”. 1 ano 1 mês. Bebê "high-need", bezerrinha da boa, tetona, se pudesse passava o dia e a noite pendurada no peito, e mexendo nos cabelos da mamãe. Com choro e voz fortes, sempre disse o queria: apego, colo, peito, amor, como toda canceriana (mesmo não acreditando em signos). Arredia que só ela! Só sentia segurança no colo da mamãe e do papai. Aos poucos, foi tornando-se mais simpática e sociável, mas sempre desconfiada. Tem na família seu refúgio diante das inseguranças. É também com a família que se diverte mais, adora brincar em conjunto, seja do que for. É aí que se percebe o quanto é feliz, alegre, plena. Deu seus primeiros passos com 9 meses, mas os da socialização estão sendo dados agora, com algumas quedas, nada de anormal. Seu riso nem sempre é fácil, só os mais especiais os recebem, bem como “tchauzinhos” e beijinhos. Resmungona e chorona, que só! É assim que, geralmente, solicita o que precisa: afeto e peito. Já fala algumas palavrinhas, mas nem sempre as usa, talvez por falta de costume. Ou às vezes as fala demais – “MÃIÊ”, principalmente. Morre de ciúmes da irmã! O colo e o carinho precisam ser divididos com ela. Faz carinha de bichinho diante daquilo que não lhe agrada, seja comida, bebida e atitudes. Bate, para extravasar suas frustrações e com isso desafia a mamãe a aprender soluções novas e diferentes do senso comum, para diminuir a “agressividade”. Apaixonada por leite materno e frutas. Uva, banana e manga, nem se fala. Sua brincadeira predileta é esconde-esconde e fazer “bu” atrás da cortina. Adora banho, mas não com água fria. Já curtiu o de balde e se amarra em banho no chuveiro e na banheira (de adulto). Dançar é com ela mesma, principalmente, se forem músicas cantadas pela titia Fernanda. Reforçou os ensinamentos à mamãe sobre amamentação em livre demanda, cama compartilhada, shantala e trouxe novos aprendizados, como banho de balde, sling, maternagem. Aflorou definitivamente a mamífera que havia na mamãe. Debaixo de seu casco, de seu olhar desconfiado reside uma FORÇA SINGULAR, e por aí, percebe-se o brotar de uma líder. Assim foi desde quando quis liderar o seu nascimento, querendo rebentar antes do tempo e não aceitando ser contida. Fez de tudo pra conduzir sua entrada no nosso mundo, mas a médica cesarista roubou a cena. Mas suas atitudes prometem: o controle ainda estará em suas mãos. É claro, que precisará da mediação da mamãe.
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