domingo, 4 de dezembro de 2011

Pé com pé - Palavra Cantada


Cantamos e dançamos muito essa música. Logo em seguida começam as perguntas:
Helena: Mãe, O que é "pé de vento", "pé d'água" ...

Pé com pé (Palavra Cantada)
Acordei com o pé esquerdo
Calcei meu pé de pato
Chutei o pé da cama
Botei o pé na estrada
Dei um pé de vento
Caiu um pé d'água
Enfiei o pé na lama
Perdi o pé de apoio
Agarrei num pé de planta
Despenquei com pé descaço
Tomei pé da situação
Tava tudo em pé de guerra
Tudo em pé de guerra
Pé com pé, pé com pé, pé com pé
Pé contra pé
Não me leve ao pé da letra
Essa história não tem pé nem cabeça
Vou dar no pé / Pé quente
Pé ante pé / Pé rapado
Samba no pé / Pé na roda
Não dá mais pé / Pé chato
Pegar no pé / Pé de anjo
Beijar o pé / Pé de meia
Manter o pé / Pé de moleque
Passar o pé / Pé de pato
Ponta do pé / pé de chinelo
Bicho de pé / Pé de gente
Fincar o pé / Pé de guerra
De olelha em pé / Pé atrás
Pé contra pé / Pé fora
A pé / Pé frio
Rodapé / Pé

O que é chouriço?


Momento 2
- Mãe, me dá aquilo que a vovó fez, o chouriço.
- O quê?
- Meu pai disse.

Momento 1
- O que é isso?
- Chouriço.

Aprontando


- Alguém diz que eu estava doente? Era só a temperatura abaixar pra eu aprontar. Mamãe e papai tomaram um susto! Eu sou mesmo demais! kkkkkkkk

Laurês IV



Laura está com 1a4m e quer conversar, mas como seu vocabulário é um tanto restrito, ela improvisa com um "discurso" ininteligível, um repertório gestual um tanto engraçado e entonações capazes de convencer qualquer um sobre seu conteúdo. Hilário! Mas não fica só nisso! Algumas novas palavras já saem de sua linda boquinha.

Dóia, Góia - Dora, a aventureira
Paia - para (com gesto e pose)
Bóia - bola
Gago - dado
Tada - Palavra Cantada
xixi (exagerando o x)
xim
não
abou - acabou
qué qué - quer/me dá
deti - escova de dente, escovar os dentes
Eti - Margarete
Bia/ Bibia - Bia

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Palavra Encantada

Dia desses, descobri que a dupla Palavra Cantada havia lançado uma coleção de 5 livros de brincadeiras musicais. Resolvi comprar e a aquisição fez um tremendo sucesso com as crianças. Recomendo! Boa música e divertimento certo!
- Mãe, põe o DVD da "Palavra Encantada"

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Laurês III

Como apenas 1 mês faz diferença na aquisição da linguagem de um bebê! Parece um susto! De repente você acorda e as palavras começam a sair daquela boquinha fofa com total propriedade. Simplesmente fantástico! Laura está com 1a3m e seu vocabulário aumentou um pouco mais e a socialização anda cada vez melhor.

aigo - amigo (diante de outras cçs)
aô - alô
a bem - Tudo bem?
au uouó - tchau vovó
Aís - Laís
Popó iiiii - Pocotó Ihi
cacá - o pato quaquá
pé - pé
Tatata - Renata
Icago - Ricardo
Titi - titia
Tetey - Mickey
Id - Sid (o cientista)
Tade - Boa tarde!
Au au - cachorro, gato
au cocô - tchau cocô (dando descarga)
bibi - carro
aqui - aqui
qué - quer
cocó - galinha, Cocoricó, Lola, Lilica, Zazá

Laura - a história do meu nome

Ah, o segundo filho! Como as coisas são diferentes! A praticidade se faz necessária, até pra escolha do nome. Assim foi para escolha do nome LAURA: Papai tem uma amiga de juventude que o lembrou que ele dizia que teria uma filha e a chamaria de Laura. Mamãe ouvia isso desde a gravidez da Helena, mas na segunda gestação o nome ganhou força em seu coração e simples assim, foi esse o escolhido. Diga-se de passagem, muito bem escolhido, pois seu significado é coroa de louros (depositada sobre as cabeça dos vencedores). Como digo que Laura apresenta uma FORÇA SINGULAR, um quê de LIDERANÇA, esse nome vestiu perfeitamente nela.

Helena - a história do meu nome - parte II

Helena está com 4 anos, é amante do mundo das princesas e da cor rosa em todas as suas matizes (para desespero da mamãe). Um belo dia, pergunta:
- Mãe, porque você escolheu esse nome pra mim?
- Porque é um nome forte e doce, e a mamãe achou que combinava com você... 
(Começo a ficar aflita com suas possíveis opções e ela surge com essa pérola).
- Mãe, porque você não escolheu ROSA.
):):):):):):):

Helena - a história do meu nome - parte I

Helena está com 3 anos e chega da escola com a seguinte tarefa: Peça para a mamãe ou o papai escrever sobre a história do seu nome. E eis que surge esse texto:
"Papai e mamãe gostariam que o bebê tivesse um nome pouco comum. Eles queriam um nome antigo. Várias foram as opções, mas diante da resistência de familiares e amigos, outros nomes mais comuns e da moda foram pensados. A primeira seleção aconteceu assim: o nome deveria constar na letra de uma música, para que pudéssemos cantar seu precioso nome. Os meses se passavam e a dúvida continuava. Até que papai teve uma idéia. Uma votação! Cédulas foram feitas com todas as opções e os amigos e familiares, e até desconhecidos, votaram por semanas. Helena não foi o nome vencedor, mas o nome campeão não combinava com o bebê que se comunicava com a mamãe. E ela resistiu bravamente às opiniões e disse que a criança que carregava no ventre tinha uma força que só o nome HELENA apresentava. Luz brilhante, luminosa era o seu significado, mas sua escolha se deu por saber que sua pequena carregava a força que o nome tinha. HELENA! Força e feminilidade. Força de opinião e doçura. A resistência dos familiares e amigos dissipou-se quando o bebê nasceu e seu choro confirmou o que a mamãe pensava. Os dias, meses e anos foram passando e a pequena criança mantinha aquelas características. Não havia melhor nome pra ela: HELENA."                    

domingo, 23 de outubro de 2011

Desejo

Dando uma passadinha na blogesfera achei esta frase de Rudolf Steiner (filósofo): “A nossa mais elevada tarefa deve ser a de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmos, encontrar propósito e direção para suas vidas”.
Que Deus me ajude a alcançá-la.

domingo, 2 de outubro de 2011

Laurês II

Laura está com 1a2m. Dança e canta com imitação de gestos e vocalizações impressionantes. Está mais sociável e usando mais as palavras. Algumas delas saem num idioma que só é possível entender devido às entonações e ao contexto. Um típico "criancês". Outras palavras são entendidas mais facilmente. Segue algumas dessas:

Pipiu - Passarinho
Oi - Oi
Ei - Ei
uouó - vovó
au - tchau
Pexi -Peixe
Deti - Gente
Te - Mickey
Bibi - Carro
Tem - Trem
Aua - Laura
Pa - Bola
Mã - Irmã
Cocô - Cocô/Vaso sanitário
Uuuuu - Uhuuuu
Dá - Dá
Bô - Acabou
Pabo - Pombo
Pati - Bate (a bola)

É proibido fumar!

- Mãe, pulmão é aquilo que a gente tem que respira, não é!? E se a gente usa aquilo (faz gesto de alguém fumando), ele fica todo pretinho!

PS.: Vou levá-la pra trabalhar comigo no Grupo de Controle de Tabagismo

Conhecendo uma nova profissão

A televisão está ligada e o apresentador fala que "fulana de tal" é produtora de eventos.
- Produtora de ventos? Como é isso? :)

Mãe, ainda não entendi!

- Mãe, o que o cérebro faz?
- É ele que manda em tudo no seu corpo. É ele que diz o que corpo da gente tem que fazer. Ele manda o coração bater e o coração obedece. Ele manda seu pulmão respirar e ele respira. Ele controla  tudo, entendeu?
- E Deus? Ele não manda em tudo?
- É! Deus é o dono de tudo! Você não entendeu que é Deus quem controla tudo?
- Isso eu sei! Eu não entendi o que o cérebro faz.
- ... Ah????
:(:(:(

sábado, 17 de setembro de 2011

Burrinho da perninha curta

Tia Lívia me deu um burrinho ou eguinha não sei. Só sei que eu e Lena amamos. Brigadão, tia Lívia!


"Vou mandando um beijinho pra titia e pra vovó. Só não posso esquecer da minha eguinha pocotó..."



Laura: "popopó, popopó, popopó..."

Ecologicamente correta


Helena fazendo sua oração:
- Papai do céu, obrigada porque a gente é uma família "abiente"...
- Como? O que é isso?
- A gente joga lixo na lata do reciclado, não é?!
- Ah! Que cuida do meio ambiente! :) :) :) :) :) :)

Palavra Cantada



Helena ouve as músicas da dupla Palavra Cantada, desde bebê. Canta várias delas, mas algumas saem com "preciosidades linguísticas":


"São sete, são sete, são sete anõezinhos... Lá vem o Zangado, que mal-educado1...”

"Banana, bananeira; goiaba, goiabeira; laranja, laranjeira...umbu, bumbunzeiro2..." (cai na gargalhada)


“Pega, pega pipó, pipó, pipó3...” (que música chata fica só nesse pipó, pipó, pipó)


Tradutor:

1- mal-humorado

2 - umbuzeiro

3 - pipoca

domingo, 11 de setembro de 2011

Eu - mamífera!

 Eu, cheia de dúvidas em relação ao comportamento de Laura, vasculho sobre o assunto na rede. Inúmeras opiniões de diferentes profissionais e mães. E lembro-me do início dessa minha caminhada chamada maternidade.
Helena tão pequena sofrendo com o diagnóstico de DRGE. Indicações de mantê-la, após as mamadas, ereta no colo por 30-40 minutos. Comentários de familiares e amigos sobre essa conduta torná-la manhosa, habituada ao colo, entre outras idéias do senso comum.
Eu desesperada, me formando mãe, navego na rede e contacto outras mães. Uma delas me responde com um argumento que intitulo como meu divisor de águas: “Nós somos os únicos mamíferos que afastamos os nossos filhotes. Geralmente, a fêmea acompanha seu filhote por 2 a 3 anos, em média, amamentando-o e ensinando-o as características de sua espécie, para com isso formar um filhote independente e seguro, física e emocionalmente. Você é uma MAMÍFERA!!!!”.
Depois dessa verdade, tento seguir meus instintos, mas confesso que as pressões externas e também internas, não me libertam totalmente. Ainda assim, venço preconceitos e assumo “comportamentos” como: cama compartilhada, acalanto com colo sempre que possível, evitando o estresse causado pelo choro. Acerto, erro, tenho tombos muito feios nesse meu processo de maternidade ativa e empoderamento do feminino perdido por nós mulheres.
Durante o repouso na gestação da Laura, além das preocupações em como lidar com o bebê, o assunto parto começa a invadir meus pensamentos. Pesquiso, assisto vídeos como esse aqui (aliás visto inúmeras vezes). Isso não ocorre na época do nascimento de Helena. A possibilidade de não poder gestar, de uma possível histerectomia e a felicidade de manter o útero após uma miomectomia extensa, não me faz questionar, pedir, insistir por um parto natural. A afirmação da médica sobre o risco de tal “procedimento” é aceita totalmente (hoje escrevo isso com profundo arrependimento e pesar). Helena nasce através de minha segunda cesárea, mas a Renata MÃE não consegue nascer nesse parto. Lembro-me da sensação de perda da identidade, pois dentre as muitas "Renatas", a única que precisava aparecer naquele momento ainda não tinha nascido. Talvez, se o parto natural tivesse acontecido, todo seu trabalho teria favorecido esse nascimento que na verdade, só ocorreu durante a amamentação.
Mas Laura está prestes a chegar e vem trazendo ventos de mudanças. Parto normal? Será que já posso? E os novos miomas? E as cicatrizes? E a possibilidade de ruptura uterina? Assisto a vídeos, leio sobre VBAC (vaginal birth after cesarian – parto vaginal após cesárea), peço um parto natural, mas não há jeito, minha médica mantém a afirmação sobre os riscos. Não procuro outras opiniões e por medo, vivo mais uma cesárea, a terceira da minha coleção.
É! Não vivencio um parto natural. Mas apesar disso, Laura nasce! Eu já sei ser mãe! A MAMÍFERA dentro de mim, liberta-se definitivamente com sua chegada. Vivo a maternidade ativa, assumo totalmente minhas escolhas: cama compartilhada, colo com sling, colo sem sling, peito em livre demanda, mamada noturna, amamentação prolongada, acalanto, ausência de palmadas, corujices, denguices, fofurices, chameguices... Assumo também o cansaço, que é grande, mas não se compara a felicidade de tê-las, de ter gestado os brotos que se transformam em flor e fruto.
Nessa caminhada, por vezes “caminhadura”, aprendi muito com as mães blogueiras. Vira e mexe, lá estou eu tentando aprender com as experiências delas. Descobri que nesse exercício de maternagem, partilhar experiências é fundamental. Dos muitos blogs e sites que visito, o blogmamiferas, tem sido um parceirão. Os passeios por lá me levam sempre a questionamentos e conhecimentos, muitas das vezes de mim mesma. Educar, brincar, maternar, sair do fluxo do senso comum, empoderar-se*, parir, parto, tudo isso rola por lá. Muito bom! Muitas dessas mulheres já nasceram mamíferas, outras passaram por processos curtos, moderados ou longos até tornarem-se uma delas. No meu caso, esse processo foi o meu parto! Um parto com contrações que expulsaram meus pré-conceitos e fizeram nascer um ser humano melhor. O parto que não vivi fisicamente, aconteceu na alma.  

“Empoderar-se é reconhecer que há uma força maior dentro de cada ser
Assumir a responsabilidade por quem se é e para onde se quer chegar
Aposentar de vez a culpabilidade pelas coisas não serem como gostaríamos
Segurar as rédeas dos cavalos selvagens e conduzí-los para uma direção

Empoderar-se é solitário

Dolorido, muitas vezes
A gente descobre o tanto que deixou a jangada seguir 
Atribuindo ao outro o fruto da vida.
Empoderar-se é escolher um novo caminho
com as 7 camadas rompidas ou o períneo mutilado.
Descobrir e honrar o movimento sagrado
num novo parto, no parto do outro.

Empoderar-se é destruir castelos de areia

Com ondas enormes de consciência
É tapar os ouvidos para a palpitaria
Fechar os olhos para aquilo que já se conhece
E ouvir o silêncio amorfo da esquecida voz da intuição.

Empoderar-se é assumir o poder interior

Abrir a vela do barco e reconhecer que o vento 
Sempre sopra para direção certa.
É ser o diretor das escolhas
E protagonista do estrelato
Nunca coadjuvante da história.

Empoderar-se é saber onde se quer chegar

E descobrir meios como fazê-lo
Mesmo e principalmente quando a maré puxa para lado oposto.

Empoderar-se é saber que cada passo é uma grande viagem

Crer em si, em seu corpo perfeito, nos processos naturais
e fazer do nascer e maternar a grande revolução humana.”
(Kalu Brum)

Check list no elevador


Eu, como sempre, esqueço coisas em casa. Helena cansada de me ver lamentar os objetos esquecidos, ao entrar no elevador do prédio faz seu check list.
- Mamãe você esqueceu alguma coisa? O celular? Minha água? E a da Laura? O papá da Laura? A chave? O casaco?....

:( Que vergonha! Tô com a cabeça oca, mesmo!

domingo, 4 de setembro de 2011

Família



Os encontros de Helena com a Laís, vovó Selma e titia Fernanda acontecem sempre na mesma sequência: corrida, abraços, beijos e muita festa. A felicidade do reencontro é de uma pureza encantadora. Porém quando chega a hora da despedida... ufa... é um sofrimento só. Choro, muito choro. Dia desses, num desses momentos, Helena me pergunta se poderíamos viver todos na mesma casa:
- Papai, você, eu, a Laura, Laís, titia e a vovó. Pode mãe? :)

"Família, família: papai, mamãe, titia, vovô, vovó, sobrinha..."

Meu Amigãozão

Uma Homenagem às filhotas. Fãs de carteirinha do desenho.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

I Semana do Bebê Carioca



I Semana do Bebê Carioca - Mobilização Popular em prol da Amamentação
28 de agosto de 2011

Estávamos lá, novamente! Ano passado, a mobilização foi apenas na região da cap 3.1. O objetivo era reunir 500 nutrizes. Esse ano, já em todo município do RJ, tentamos reunir 2000 mães. Será que deu? Não sabemos, mas nossa presença foi confirmada na primeira e na segunda. 

Tudo pela AMAMENTAÇÃO!!!!!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Orando

Helena, aos 3 anos, costumava orar assim: "Papai do céu, obrigada pelo dia de hoje. Em nome de Jesus, Amém!"
Um dia durante a oração, ela que estuda em escola católica, ficou na dúvida e perguntou:
- Em nome de quem mesmo? De Jesus ou do Pai, do Filho e do Espírito Santo? :)


Mãe, cadê você?

Dia desses, em um de seus momentos de frustrações, Laura bate em meu braço. Conto até dez, respiro fundo e retribuo com carinho, tentando acalmá-la, com a voz doce a que ela está habituada. Ainda frustrada, me bate novamente. Reajo com um sonoro: "Não pode! Ai, ai, ai". O tom de voz mais áspero e o rosto com expressão mais fechada gera uma reação um tanto inusitada. Laura, com um olhar questionador, fala várias vezes: "Mãe?" Como que não identificando aquela diante dela, sua voz, sua expressão. Eu, com o coração já em pedaços respondo prontamente, com voz já normalizada e um sorriso no rosto; "A mamãe está aqui, Tutu". E ela reage com um sorriso nos lábios e um doce abraço. Olha pra mim e diz com o olhar: "Essa, sim é a mamãe!"

Das coisas que um filho ensina - sling


 
Amiguinhos da mamãe, conheci o sling! Tenho a sensação de ainda estar na sua barriga, ouvir o pulsar do seu coração e sentir seu calor. Quando ela caminha, sinto o mesmo embalo de quando ainda estava guardado dentro dela. É gostoooooso e fico calminha!
Mas o que é sling?
Ele é um porta-bebés de tecido, muito prático e fácil de usar, sendo próprio para bebés desde o primeiro dia até cerca dos dois anos de idade (ou aproximadamente 13kg).
Composto por uma leve e resistente faixa de pano sem qualquer tipo de estrutura rígida, o sling adapta-se simultaneamente ao corpo da mãe e do bebé, tornando-se muito confortável para ambos.
Talvez sua missão na antiguidade estivesse mais ligada ao fato da mãe não poder e não ter onde largar o bebê para realizar suas atividades do lar, do que propriamente o aconchego que ele cria. No entanto, certamente, uma ação levou a outra e, possivelmente, os bebês que foram slingados naquela época receberam uma grande dose de segurança, carinho e atenção. Isso é comprovado atualmente pelas inúmeras constatações que mães e profissionais da área da saúde relatam a respeito dos efeitos benéficos do sling. 

Mas quais são os inúmeros benefícios de se aderir ao sling?

- interação mamãe/bebê: é como se houvesse uma continuidade da vida intra-uterina.
- protege do vento e do sol
- facilita a movimentação em locais com multidão e de difícil acesso
- privacidade na amamentação, já que o sling possui uma faixa extra.
- o sling respeita tanto a coluna do bebê quanto de quem o carrega
- aumenta a auto-estima do bebê, pois oferece maior atenção e afeto
- desenvolvem melhor seu potencial cognitivo e motor
- o campo visual do bebê slingado é mais interessante daquele em que o bebê esta no carrinho
- bebês slingados são mais tranquilos, dormem melhor e choram menos (43% menos no total e 54% menos durante as horas do dia )
- é pratico e gera praticidade, deixa as mãos da mãe livre
- pode ser usado do nascimento até 20 kg (dependendo do tipo de sling)
- custa muito menos que um carrinho
- os bebês slingados tornam-se independente mais rapidamente
- aprendem mais! (por não serem super-estimulados, são mais calmos e alertas, observando e participando do mundo ao seu redor)

Sling no caso de prematuros:

- “o sling atua como incubadora natural para bebês prematuros, fornecendo a temperatura ideal através das trocas de calor com a mãe. Bebês slingados ganham peso e se desenvolvem mais rapidamente”1. Segundo o site “me amarro num colo”, a ideia do “mãe canguru” desenvolveu-se primeiramente na Guatemala. Por falta de incubadoras para os bebes prematuros, começaram a deixar as crianças grudadinhas com suas mães, onde recebiam calor e mantinham o contato necessário para seu desenvolvimento.  


É isso aí!!!!




Laura (1m - posição banana)
Laura (3m - sentada)


Das coisas que um filho ensina - banho de balde

Amiguinhos da mamãe, o Balde-Ofurô é uma opção diferente para o banho do bebê, porque oferece uma oportunidade de relaxamento através da imersão na água, a exemplo dos banhos de ofurô.A água quente (37 a 38ºC) é relaxante, analgésica e organizadora, imita o ambiente intra-uterino e permite melhora nos estados de agitação, insônia e cólica dos bebês.









Eu adorei essa idéia!. É sempre uma festa,  mas também é relaxante. O triste é ter que sair! Quer experimentar? Vc não cabe no balde? Que pena! Que tal experimentar um ofurô! Não tem grana?! Só lamento! 
Eu só sei que é bom demaaaaaaaaaais!


Laura (3m).



Brigadooo, titia!

Uma homenagem à titia Fernanda, minha parceirona, desde sempre, nas brincadeiras, danças e todo tipo de folias. Te amo! Tutuzinha.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Laurês

Laura, com 1a1m, fala algumas palavrinhas, mas as usa, ainda, timidamente.
1) Mamando uma das mamas, para de repente e fala "bô" e pede a outra;
2) O coro da igreja acaba a apresentação e ela reclama: "Bô!";
3) Folheando seu livrinho predileto "Bichinhos - coleção Esconde-esconde", identifica e fala: "bó", "uauá";
4) No corre-corre de manhã, para ir pra casa da vovó, fica toda feliz ao encontrar com o "pobo" e o "te";
5) Ensaiando a socialização no trem, acena para estranhos e fala "tá" ou "au";
6) Chega na casa da vovó, abre a porta do quarto e dá um lindo sorriso e fala "Is";
7) 1, 2, 3 e "dá";
8)  "Nenei".


Tradutor: Bô - acabou
               Bó - bola/laranja
               uauá - cachorro
               pobo- pombo
               te - trem
               ta/au - tchau
               Is - Laís
               dá - já
               nenei - neném

PS: Coisas de mãe fono e boba.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Neologismo


- Mãe, qual é a cor do cavalo branco do Japoleão? :) :) :) :)

Crescendo


- Mãe! Quando a gente faz cem anos, a gente chega aonde?
- Como? Não entendi.
- É! A gente vai até aonde?
- Mamãe não está entendendo a pergunta, meu amor.
- Quando a gente faz cem anos, a gente cresce até o céu?
-  Não, querida! A gente para de crescer quando faz uns 20 anos. Quando fizer 20, 30, 40 até 100 anos estará com a mesma altura. Entendeu?
(Helena balança a cabeça em afirmação)
- E como a gente cresce, se eu não vejo.
- Cada dia um pouquinho, como uma plantinha.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Helena, a protetora; Laura, a protegida 2

- Mãe! (em tom de repreensão)
- O que foi?
- Essas coisas são muitas pequenininhas! Elas não podem ficar no chão, a Laura pode engolir, viu!

Helena, a protetora; Laura, a protegida 1

Laura mexe incessantemente, na fruteira da vovó Selma, amassando as bananas, jogando as laranjas (pra ela, bolas) ao chão. A titia Fernanda repete: Laura, não pode! Após algumas tentativas, dá um leve tapa na mãozinha da Laura e eis que Helena surge cheia de dedos, entre a tia e a irmã e solta essa: "Titia, não pode bater, porque a minha mãe não bate, ela conversa!" :)

Calvin - Das coisas que um filho ensina

Não basta ser pai, tem que participar!
Uma homenagem ao papai Ricardo, que está sempre presente em suas descobertas, aventuras e peripécias.

Já sei escolher!

Os fantoches estão dispostos no chão:o cachorro, o leão, a galinha, o elefante e o rato. Pego o cão e inicio a brincadeira e Laura mais que depressa fala: "uauá". Escolho a galinha e canto a música do Cocoricó e Laura começa a rugir com cara mais brava: "aaah". Aponta pro leão e volta a rugir. Pego o leão e inicio a brincadeira e ela ri satisfeita. Já sabe escolher e imitar. :)

domingo, 21 de agosto de 2011

Uhuuu! Demais!

Helena , a aventureira, descobriu a Tirolesa e se apaixonou. Os instrutores da festa que o digam.

Buu!

Tiro as cortinas da sala para lavar e há uma nudez que incomoda, a princípio só a mim. Recolo-a  e Laura  vem correndo toda feliz, se esconde, diz "bu" e cai na gargalhada. Seu brinquedo favorito estava de novo ao seu alcance.

São tantas as energias! Que confusão!

- Ih! “Acabou a luz!”
(Helena sai verificando pela casa)
- Da televisão também! Do ventilador também! Do meu quarto também!
- Amor, quando a “luz acaba, acaba em todos os lugares da casa.
- E a do fogão? Porque você está “ligando” o fogão?
- Porque pra "ligar" o fogão, a gente usa outra energia: o gás. Essa energia é diferente da energia para “ligar a luz”.
(Começa a escurecer e ela um tanto pensativa)
- Mãe, o sol desliga?

Cabelo ou família?


- Mamãe, o cabelo daquela menininha é tão macio!
- Que menininha?
- Aquela do cabelo amarelinho (Malu – filha de amigos). O da Laura (irmã) não é!
- Você lembra da estória da “Menina bonita do laço de fita”? O coelhinho descobriu que a gente parece mesmo é com a nossa família. Pra você, minha princesa branquela do cabelo enroladinho, e sua irmã pretela terem o cabelo “macio”, vocês precisariam nascer em outra família. Mas a mamãe, a vovó Selma, a Laís, a titia Fernanda, a Marçu, a Ciça, a Bia, o Felipe e a Nem, todos nós somos pretinhos. Por isso, seu cabelo e o da Laura são assim.
- Mamãe, eu quero você. Eu não quero outra família. (em lágrimas)

Amor de menina

- Mamãe, eu quero casar com o Felipe, o menino mais lindo do mundo!
- Minha filha, você é muito pequena pra casar. A gente só casa quando fica grande, quando vira adulto.
- Mãe, eu sei. Eu tô dizendo que eu só escolhi  ele pra casar.

Compartilhando

- Mãe, o que aquelas pessoas estão fazendo?
(Grupo de pessoas distribuindo roupas e sopa para alguns moradores de rua)
- A mamãe sempre fala que é preciso compartilhar as coisas com quem precisa. Eles estão compartilhando suas roupas e seus alimentos com essa gente pobre.
- Quando eu chegar em casa, vou querer compartilhar minhas roupas e meus brinquedos também.

Laura

Pretela da mamãe, Tutu, Tutuzinha, Emburradinha da “Silvassauro”. 1 ano 1 mês. Bebê "high-need", bezerrinha da boa, tetona, se pudesse passava o dia e a noite pendurada no peito, e mexendo nos cabelos da mamãe. Com choro e voz fortes, sempre disse o queria: apego, colo, peito, amor, como toda canceriana (mesmo não acreditando em signos). Arredia que só ela! Só sentia segurança no colo da mamãe e do papai. Aos poucos, foi tornando-se mais simpática e sociável, mas sempre desconfiada. Tem na família seu refúgio diante das inseguranças. É também com a família que se diverte mais, adora brincar em conjunto, seja do que for. É aí que se percebe o quanto é feliz, alegre, plena. Deu seus primeiros passos com 9 meses, mas os da socialização estão sendo dados agora, com algumas quedas, nada de anormal. Seu riso nem sempre é fácil, só os mais especiais os recebem, bem como “tchauzinhos” e beijinhos. Resmungona e chorona, que só! É assim que, geralmente, solicita o que precisa: afeto e peito. Já fala algumas palavrinhas, mas nem sempre as usa, talvez por falta de costume. Ou às vezes as fala demais – “MÃIÊ”, principalmente. Morre de ciúmes da irmã! O colo e o carinho precisam ser divididos com ela. Faz carinha de bichinho diante daquilo que não lhe agrada, seja comida, bebida e atitudes. Bate, para extravasar suas frustrações e com isso desafia a mamãe a aprender soluções novas e diferentes do senso comum, para diminuir a “agressividade”. Apaixonada por leite materno e frutas. Uva, banana e manga, nem se fala. Sua brincadeira predileta é esconde-esconde e fazer “bu” atrás da cortina. Adora banho, mas não com água fria. Já curtiu o de balde e se amarra em banho no chuveiro e na banheira (de adulto). Dançar é com ela mesma, principalmente, se forem músicas cantadas pela titia Fernanda. Reforçou os ensinamentos à mamãe sobre amamentação em livre demanda, cama compartilhada, shantala e trouxe novos aprendizados, como banho de balde, sling, maternagem. Aflorou definitivamente a mamífera que havia na mamãe. Debaixo de seu casco, de seu olhar desconfiado reside uma FORÇA SINGULAR, e por aí, percebe-se o brotar de uma líder. Assim foi desde quando quis liderar o seu nascimento, querendo rebentar antes do tempo e não aceitando ser contida. Fez de tudo pra conduzir sua entrada no nosso mundo, mas a médica cesarista roubou a cena. Mas suas atitudes prometem: o controle ainda estará em suas mãos. É claro, que precisará da mediação da mamãe.

Helena

Lena, Tatá, Branquela da mamãe, Branquela do cabelo enroladinho. 4 anos e 8 meses. Aventureira, exploradora, destemida, independente futebol clube, acha que pode fazer tudo absolutamente sozinha. Tagarela, comunicativa, sociável, sem acepção de credos, gêneros, idades e cores, faz amizade com facilidade. Adora uma festa, como uma típica sagitariana (apesar de não acreditar em signos). Bagunceira que só ela, é capaz de deixar a casa de pernas pro ar em dois tempos. Acorda brincando e vai dormir pedindo pra brincar só mais um pouquinho. Não pode ver um pula-pula. Amante do mundo das princesas, de saias e vestidos longos ou curtos, tanto faz, desde que balancem. Como boa princesa, sua cor preferida é o rosa - em todos os seus matizes (para desespero da mamãe). Romântica, carinhosa, dengosa, sensível ao extremo. Quando magoada, chora e só se consola com muitos beijinhos. Incapaz de bater, ainda que para sua defesa (para felicidade da mamãe). Sabe reconhecer seus erros e pedir desculpas e exigi-las também, quando necessário. Dona do sorriso mais lindo e cativante do mundo (isso puxou à mãe). Amiga inseparável das canetinhas, lápis e crayon, desenha muito bem (isso puxou ao pai). Adora tomate, chocolate e água (não é possível sair de casa sem ela). Come couve-flor, brócolis, beterraba e espinafre, mas tem aversão às frutas. Apaixonada pelo mundo da culinária e da maquiagem, necessita de mediação para evitar a adultização precoce. Adora cantar e que leiam para ela, alguns livros repetidamente. Ensinou a mamãe o valor da amamentação, da cama compartilhada, da shantala. Nunca gostou de colo, sempre quis andar. As asas dos seus pés, sempre a levaram para ser aquilo que deveria ser desde que rebentou de dentro de sua mãe: LIVRE.