sábado, 17 de setembro de 2011

Burrinho da perninha curta

Tia Lívia me deu um burrinho ou eguinha não sei. Só sei que eu e Lena amamos. Brigadão, tia Lívia!


"Vou mandando um beijinho pra titia e pra vovó. Só não posso esquecer da minha eguinha pocotó..."



Laura: "popopó, popopó, popopó..."

Ecologicamente correta


Helena fazendo sua oração:
- Papai do céu, obrigada porque a gente é uma família "abiente"...
- Como? O que é isso?
- A gente joga lixo na lata do reciclado, não é?!
- Ah! Que cuida do meio ambiente! :) :) :) :) :) :)

Palavra Cantada



Helena ouve as músicas da dupla Palavra Cantada, desde bebê. Canta várias delas, mas algumas saem com "preciosidades linguísticas":


"São sete, são sete, são sete anõezinhos... Lá vem o Zangado, que mal-educado1...”

"Banana, bananeira; goiaba, goiabeira; laranja, laranjeira...umbu, bumbunzeiro2..." (cai na gargalhada)


“Pega, pega pipó, pipó, pipó3...” (que música chata fica só nesse pipó, pipó, pipó)


Tradutor:

1- mal-humorado

2 - umbuzeiro

3 - pipoca

domingo, 11 de setembro de 2011

Eu - mamífera!

 Eu, cheia de dúvidas em relação ao comportamento de Laura, vasculho sobre o assunto na rede. Inúmeras opiniões de diferentes profissionais e mães. E lembro-me do início dessa minha caminhada chamada maternidade.
Helena tão pequena sofrendo com o diagnóstico de DRGE. Indicações de mantê-la, após as mamadas, ereta no colo por 30-40 minutos. Comentários de familiares e amigos sobre essa conduta torná-la manhosa, habituada ao colo, entre outras idéias do senso comum.
Eu desesperada, me formando mãe, navego na rede e contacto outras mães. Uma delas me responde com um argumento que intitulo como meu divisor de águas: “Nós somos os únicos mamíferos que afastamos os nossos filhotes. Geralmente, a fêmea acompanha seu filhote por 2 a 3 anos, em média, amamentando-o e ensinando-o as características de sua espécie, para com isso formar um filhote independente e seguro, física e emocionalmente. Você é uma MAMÍFERA!!!!”.
Depois dessa verdade, tento seguir meus instintos, mas confesso que as pressões externas e também internas, não me libertam totalmente. Ainda assim, venço preconceitos e assumo “comportamentos” como: cama compartilhada, acalanto com colo sempre que possível, evitando o estresse causado pelo choro. Acerto, erro, tenho tombos muito feios nesse meu processo de maternidade ativa e empoderamento do feminino perdido por nós mulheres.
Durante o repouso na gestação da Laura, além das preocupações em como lidar com o bebê, o assunto parto começa a invadir meus pensamentos. Pesquiso, assisto vídeos como esse aqui (aliás visto inúmeras vezes). Isso não ocorre na época do nascimento de Helena. A possibilidade de não poder gestar, de uma possível histerectomia e a felicidade de manter o útero após uma miomectomia extensa, não me faz questionar, pedir, insistir por um parto natural. A afirmação da médica sobre o risco de tal “procedimento” é aceita totalmente (hoje escrevo isso com profundo arrependimento e pesar). Helena nasce através de minha segunda cesárea, mas a Renata MÃE não consegue nascer nesse parto. Lembro-me da sensação de perda da identidade, pois dentre as muitas "Renatas", a única que precisava aparecer naquele momento ainda não tinha nascido. Talvez, se o parto natural tivesse acontecido, todo seu trabalho teria favorecido esse nascimento que na verdade, só ocorreu durante a amamentação.
Mas Laura está prestes a chegar e vem trazendo ventos de mudanças. Parto normal? Será que já posso? E os novos miomas? E as cicatrizes? E a possibilidade de ruptura uterina? Assisto a vídeos, leio sobre VBAC (vaginal birth after cesarian – parto vaginal após cesárea), peço um parto natural, mas não há jeito, minha médica mantém a afirmação sobre os riscos. Não procuro outras opiniões e por medo, vivo mais uma cesárea, a terceira da minha coleção.
É! Não vivencio um parto natural. Mas apesar disso, Laura nasce! Eu já sei ser mãe! A MAMÍFERA dentro de mim, liberta-se definitivamente com sua chegada. Vivo a maternidade ativa, assumo totalmente minhas escolhas: cama compartilhada, colo com sling, colo sem sling, peito em livre demanda, mamada noturna, amamentação prolongada, acalanto, ausência de palmadas, corujices, denguices, fofurices, chameguices... Assumo também o cansaço, que é grande, mas não se compara a felicidade de tê-las, de ter gestado os brotos que se transformam em flor e fruto.
Nessa caminhada, por vezes “caminhadura”, aprendi muito com as mães blogueiras. Vira e mexe, lá estou eu tentando aprender com as experiências delas. Descobri que nesse exercício de maternagem, partilhar experiências é fundamental. Dos muitos blogs e sites que visito, o blogmamiferas, tem sido um parceirão. Os passeios por lá me levam sempre a questionamentos e conhecimentos, muitas das vezes de mim mesma. Educar, brincar, maternar, sair do fluxo do senso comum, empoderar-se*, parir, parto, tudo isso rola por lá. Muito bom! Muitas dessas mulheres já nasceram mamíferas, outras passaram por processos curtos, moderados ou longos até tornarem-se uma delas. No meu caso, esse processo foi o meu parto! Um parto com contrações que expulsaram meus pré-conceitos e fizeram nascer um ser humano melhor. O parto que não vivi fisicamente, aconteceu na alma.  

“Empoderar-se é reconhecer que há uma força maior dentro de cada ser
Assumir a responsabilidade por quem se é e para onde se quer chegar
Aposentar de vez a culpabilidade pelas coisas não serem como gostaríamos
Segurar as rédeas dos cavalos selvagens e conduzí-los para uma direção

Empoderar-se é solitário

Dolorido, muitas vezes
A gente descobre o tanto que deixou a jangada seguir 
Atribuindo ao outro o fruto da vida.
Empoderar-se é escolher um novo caminho
com as 7 camadas rompidas ou o períneo mutilado.
Descobrir e honrar o movimento sagrado
num novo parto, no parto do outro.

Empoderar-se é destruir castelos de areia

Com ondas enormes de consciência
É tapar os ouvidos para a palpitaria
Fechar os olhos para aquilo que já se conhece
E ouvir o silêncio amorfo da esquecida voz da intuição.

Empoderar-se é assumir o poder interior

Abrir a vela do barco e reconhecer que o vento 
Sempre sopra para direção certa.
É ser o diretor das escolhas
E protagonista do estrelato
Nunca coadjuvante da história.

Empoderar-se é saber onde se quer chegar

E descobrir meios como fazê-lo
Mesmo e principalmente quando a maré puxa para lado oposto.

Empoderar-se é saber que cada passo é uma grande viagem

Crer em si, em seu corpo perfeito, nos processos naturais
e fazer do nascer e maternar a grande revolução humana.”
(Kalu Brum)

Check list no elevador


Eu, como sempre, esqueço coisas em casa. Helena cansada de me ver lamentar os objetos esquecidos, ao entrar no elevador do prédio faz seu check list.
- Mamãe você esqueceu alguma coisa? O celular? Minha água? E a da Laura? O papá da Laura? A chave? O casaco?....

:( Que vergonha! Tô com a cabeça oca, mesmo!

domingo, 4 de setembro de 2011

Família



Os encontros de Helena com a Laís, vovó Selma e titia Fernanda acontecem sempre na mesma sequência: corrida, abraços, beijos e muita festa. A felicidade do reencontro é de uma pureza encantadora. Porém quando chega a hora da despedida... ufa... é um sofrimento só. Choro, muito choro. Dia desses, num desses momentos, Helena me pergunta se poderíamos viver todos na mesma casa:
- Papai, você, eu, a Laura, Laís, titia e a vovó. Pode mãe? :)

"Família, família: papai, mamãe, titia, vovô, vovó, sobrinha..."

Meu Amigãozão

Uma Homenagem às filhotas. Fãs de carteirinha do desenho.